
O desejo de conquistar a casa própria continua forte entre os brasileiros, segundo a pesquisa “Intenção de compra de imóveis”, realizada pela Brain no primeiro trimestre de 2026 no Brasil. O levantamento mostra que 49% da população pretende comprar um imóvel nos próximos meses, motivada principalmente pela busca por estabilidade e realização do sonho da moradia própria, mantendo o indicador em nível elevado e acima do registrado no mesmo período do ano passado.
A pesquisa ouviu um público equilibrado, composto por 51% de homens e 49% de mulheres, com idades entre 21 e 70 anos e renda superior a R$ 2.500. Esse recorte reforça que o interesse pela compra de imóveis segue aquecido entre diferentes perfis de brasileiros, abrangendo diversas faixas etárias e níveis de renda.
Mais pessoas estão pensando em comprar
Quase metade da população já considera adquirir um imóvel, e não se trata apenas de uma intenção distante. Segundo a pesquisa, 9% já estão buscando imóveis online, 5% estão visitando imóveis e 35% ainda não iniciaram a busca, mas pretendem comprar.
O cenário mostra que uma parcela significativa já está em movimento, enquanto outra está prestes a dar o primeiro passo rumo à compra.
Geração Z também querem casa própria
Um dos destaques do estudo é o aumento do interesse entre os mais jovens.
A Geração Z, com idades entre 21 e 28 anos, apresentou aumento na intenção de compra de imóveis, que passou de 49% para 59% em um ano. Isso mostra que cada vez mais cedo as pessoas estão pensando em sair do aluguel ou conquistar o primeiro imóvel.
Mas outras faixas etárias também mostram interesse relevante:
- Geração Y (29 a 44 anos): 50% têm intenção de compra
- Geração X (45 a 60 anos): 47%
- Baby Boomers (61 a 79 anos): 27%
Sair do aluguel ainda é o principal motivo
Quando o assunto é motivação, não é surpresa: deixar de pagar aluguel é o principal motivo para comprar um imóvel, citado por 38% dos brasileiros.
No geral, a maior parte das decisões está ligada a momentos de mudança de vida. As chamadas motivações de transição representam 64% dos casos, incluindo:
- Sair do aluguel: 38%
- Sair da casa dos pais: 12%
- Mudança de localidade: 8%
- Casamento: 5%
- Separação: 1%
Além disso, há um grupo relevante de consumidores em busca de melhoria de qualidade de vida. As motivações de “upgrade” somam 18% das intenções de compra, impulsionadas principalmente pela busca por mais espaço, mais benefícios e um imóvel mais novo.
Já o investimento também se destaca no cenário, representando 13% das intenções, com foco em locação e revenda. Outros motivos complementam o panorama, somando 5% das respostas.
Compra para morar ainda lidera, mas investimento cresce
A maior parte das pessoas ainda compra imóvel para uso próprio, mas o investimento também vem ganhando espaço.
De acordo com a pesquisa, a finalidade da compra de imóveis no trimestre ficou distribuída da seguinte forma:
- 72% para uso próprio
- 28% para investimento (alugar ou revender)
O dado de investimento representa uma alta em relação ao trimestre anterior, quando era de 26%, reforçando o crescimento gradual desse perfil de comprador no mercado.
Hoje, cerca de 28% das aquisições já são feitas com foco em retorno financeiro, mostrando que, além do sonho da moradia, o imóvel também vem sendo cada vez mais visto como uma forma de investimento.
E quando essas compras devem acontecer?
A maioria das pessoas não quer esperar muito:
- 68% pretendem comprar em até 2 anos
- 29% querem fechar negócio já no próximo ano
Ou seja, a intenção não é só vontade — ela tem prazo.
O que isso significa na prática?
O cenário mostra um mercado ativo, com muita gente querendo comprar, seja para sair do aluguel, melhorar de vida ou investir.
E com programas habitacionais mais amplos e condições de financiamento mais acessíveis, a tendência é que esse número continue crescendo.